sábado, 14 de março de 2015

ILUMINISMO - Enciclopédia: Diderot e o dicionário da razão #história #charqueadas

#história   #charqueadas 
Como um grupo de livreiros conseguiu tirar da prisão o único homem capaz de tocar o projeto da Encyclopédie

Voltaire Schilling


Em julho de 1751, há mais de 250 anos, foi publicado o primeiro volume de uma série que fez história: a Encyclopédie, cuja edição estendeu-se por 21 anos, até 1772. Confirmou-se com o tempo como o mais prestigioso monumento intelectual que o movimento iluminista legou aos tempos modernos, concentrando em 28 volumes (17 de textos e 11 de ilustrações) a síntese de toda a sabedoria alcançada pelo homem até então. Tornou-se, simultaneamente, um documento de uma época e obra seminal de onde a maior parte da ciência contemporânea inspirou-se para avançar para patamares até então nunca imaginados pela humanidade: foi a Suma da Razão.

Uma carta suplicante

No verão de 1749, o conde d'Argenson, Chanceler de Luís XV, recebeu uma curiosa carta de suplicas. Tratava-se de um grupo de livreiros parisienses que implorava a intervenção daquela eminência para que M. Denis Diderot, um notável homem de letras que havia sido preso e conduzido ao cárcere de Vincennes, na manhã de 24 de junho daquele ano, fosse solto.


A alegação dos negociantes era no mínimo curiosa: haviam empatado um bom sonante num empreendimento editorial, um dicionário universal de ciências, de artes e ofícios, que só poderia ser tocado adiante por Diderot e ninguém mais. Ele é quem tinha a chave do sucesso, alegavam.
Não revelavam os missivistas nenhuma indignação pelo fato de um escritor ser encarcerado por delito de opinião – Diderot publicara um tempo antes um ensaio intitulado Lettre sur les aveugles à l'usage de ceux qui voient (Carta sobre os cegos para o uso dos que enxergam), que as autoridades consideraram uma provocação. Assim, eles pediam humildemente a Votre Grandeur, como repetidamente dirigiam-se a d'Argenson, que o libertasse sob pena de levá-los à falência. Concluíram-na colocando-se sob a proteção do conde, na expectativa de sensibilizá-lo com os rogos que faziam. Assinavam-na Le Breton, David, L'aîne, Durand e Briasson, livreiros e impressores do rei.
Desta forma, entre mais três outros pedidos de clemência que se seguiram e junto às alegações financeiras, eles afinal obtiveram a libertação de Diderot três meses e 10 dias depois de ter sido preso, podendo encaminhar os procedimentos para que, exatamente dois anos depois deste desagradável episódio, o primeiro volume da Encyclopédieou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers, par une Société de Gens de lettres saísse do prelo no mês de julho do ano de 1751.

Ordens de supressão e queima

Mas nada garantia a livre circulação do novo dicionário. Mal os dois primeiros volumes foram distribuídos aos seus assinantes (conseguiram com o tempo 4 mil inscrições, ao preço de 372 livres cada, um número espantosos para a época), o mesmo Conde d'Argenson entrou em ação em nome do rei. A obra, dizia o despacho real, era um perigo. Além de destruir a autoridade do monarca, visava a estabelecer o espírito independente, a revolta, a elevar os fundamentos do erro, à corrupção dos costumes, à irreligiosidade e à incredulidade. A Encyclopédie, concluía o Arret du Conseil d'État du Roi, de 7 de fevereiro de 1752, era uma ameaça à ordem pública e à honra da religião, cabendo ao rei determinar a imediata apreensão e destruição dos dois primeiros volumes.



Sua Majestade tinha razão, o grande dicionário era tudo aquilo mesmo. Ela iria implodir o Antigo Regime e inspirar a revolução de 1789. Por isso mesmo, sete anos depois, em 9 de fevereiro de 1759, quando atingia o seu 7º volume, o Parlamento de Paris aprovou e determinou que eles fossem laceres et brûlés, destruídos e queimados pelo carrasco. Ato que, felizmente, foi suspenso. Não revogaram, entretanto, a determinação de 1757 que condenava à pena de morte ou às gales os autores ou editores de "obras tendenciosas" que fossem distribuídas clandestinamente.

Denis Diderot


Os livreiros estavam certos, só Diderot era capaz de por aquela catedral da razão em pé. Não só em função das suas múltiplas habilidades em ciências, mas também por seu temperamento. Ele era um dos raros homens de letras de Paris com quem todos se davam bem, inclusive o mercurial Jean-Jacques Rousseau que, conforme a idade avançava, mais paranoico ficava. Afável, sincero, confiável, Diderot circulava com desenvoltura nos cafés e nos salões onde se criticava abertamente o despotismo ao tempo em que mantinha uma assídua correspondência com Catarina II, da Rússia. Ingênuo, chegou a supor ganhar a musa da autocracia para a causa dos filósofos. Quando em 1758 seu parceiro D'Alembert, um talentoso matemático e homem de ciências, desistiu de continuar como co-responsável editorial, ele seguiu adiante sozinho até o final. Não houve trovoada que o assustasse, nem ofensa que não respondesse, não existiu ameaça que o encolhesse. A sua pena não tremia em dar o troco aos intermináveis inimigos da publicação.



A tempestade


Desde a aparição do primeiro volume (tiragem de 2050 exemplares), aEncyclopédie atraiu a artilharia pesada da oposição. Jesuítas, padres seculares, bispos e simples padres de aldeia, o partido dos devotos enfim, trataram de inflamar os espíritos contra os volumes que creditavam ser demoníacos. Oracle des nouveaux philosophes, "oráculo dos novos filósofos", batizou-a o indignado abade Guyon num polêmico escrito de 1759. Durante um decênio e meio, uma tempestade de artigos e uma enxurrada de vitupérios varreu o reino de Luís XV, provocando uma daquelas formidáveis querelas intelectuais de que só a França é capaz. Clamores pela fogueira de um lado, reforçados pela condenação da obra pelo Papa Clemente XIII (3/9/1759), eram respondidos com apelos ao bom senso e à tolerância pelo outro.


Um apoio inesperado

O partido dos filósofos, dos enciclopedistas, como eles passaram a ser chamados, contou com um apoio inesperado. Madame Pompadour, a amante do rei, talvez por identificar-se com a situação dos perseguidos, teceu os fios da sua apreciada proteção nos bastidores da câmara real, tolhendo as iniciativas dos fanáticos. Foi, dentro dos seus limites, a fada madrinha deles.


O fato do Parlamento de Paris ter aprovado a pena de morte em certas circunstâncias, para os escritores e livreiros era revelador da tensão a que o país e os seus homens de letras estavam submetidos. Os tempos, porém, eram outros, e os mecanismos da opressão não eram mais eficazes. Além disso, Diderot juntara a nata da inteligência francesa para colaborar na Encyclopédie. Era como se o melhor do espírito nacional em peso se sentasse à escrivaninha, pegasse pena, tinta e papel, e começasse a completar os verbetes do dicionário. Portanto, não era nada fácil reprimir os colaboradores ou hostiliza-los além da conta.

sexta-feira, 13 de março de 2015

1914 e a Primeira Guerra Mundial: o suicídio da Europa #história #charqueadas

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Voltaire Schilling

Até agosto de 1914, o continente europeu, pelo menos na sua parte Ocidental, era um lugar invejado em todos os cantos da terra. Países como a Grã-Bretanha, a França, o Império Alemão e o Reino da Itália, além do padrão de vida, concentravam o maior número de invenções e de descobertas feitas até hoje, a maioria delas nos laboratórios onde trabalhavam parte significativa dos cientistas existentes no mundo daquela época, ao tempo em que celebravam a excelência das suas artes e o avanço tecnológico e civilizatório que atingiram.

Repentinamente, uma crise na região dos Bálcãs, envolvendo a pequena Sérvia e o Império Austro-húngaro, jogou a Europa e depois os demais continentes nos braços da morte. A guerra que aparecia inicialmente limitar-se ao Bálcãs espalhou-se como um campo em fogo pelo restante do globo. Declarada a guerra, que não tardou a ser denominada como a Grande Guerra, milhões de jovens da Europa, da América, da África e da Ásia e até da Austrália e Nova Zelândia entraram em combate (ao todo 50 milhões foram convocados).


Cegos pelo patriotismo e obedientes à Máquina de Extermínio dos seus respectivos impérios ou países a quem serviam, marcharam para o desastre, como se fizessem parte de um mortífero ritual de suicídio coletivo, sem que ninguém pudesse mais detê-los.
O historiador Christopher Clark chamou os responsáveis pela catástrofe de ‘Os sonâmbulos’, e o romancista vienense Hermann Bloch, na trilogia do mesmo título, registrou os filhos daquela época como ‘seres que vivem em estado letárgico, entre a agonia e a emergência de sistemas éticos’.
A contabilidade funesta

"Será razoável supormos que toda a civilização elevada desenvolve tensões implosivas e movimentos de autodestruição?", escreveu George Steiner no livro "No castelo do barba azul" (1971). "Será a fenomenologia do tédio e do anseio pela dissolução violenta uma constante na história das formas sociais e intelectuais a partir do momento em que ultrapassam um certo limiar de complexidade?”



“Armistício! Armistício!” A notícia varou o mundo. Os telégrafos enlouqueceram. O marechal Ludendorff, o supremo comandante da Reichwehr, o exército da Alemanha Imperial, encaminhara a solicitação de um armistício aos aliados. O II Reich tinha exaurido todas as suas forças.

Em novembro de 1918, a Grande Guerra chegara finalmente ao término. Em instantes as ruas e praças de Nova Iorque, Paris, Londres, Roma e tantas outras mais, encheram-se com as multidões exultantes com o fim da matança. Quatros anos antes, em 1914, as mesmas multidões inconscientes do vinha pela gente atiçaram com clarins marciais, gritos patrióticos e ramadas de flores, os soldados a partir para o fronte.
Naquele momento, em novembro de 1918, quando se anunciou que o mundo voltava à paz - contabilizando 8.5 milhões de mortos e um incalculável número de mutilados e feridos -, as ruas celebravam a sobrevivência.

Perplexidade

Para os historiadores do futuro certamente causará assombro a arrogante cegueira demonstrada pelas elites europeias: seus estadistas, seus generais e diplomatas, seus políticos, seus jornais, seus professores que enfatizaram "como era doce morrer pela pátria" no empenho que tiveram para alcançar a sua autodestruição.

Até o malfadado ano de 1914, era inquestionável o domínio europeu sobre o restante do mundo. Na Ásia, na África, na América Latina, na Austrália ou na Polinésia, tudo girava em função das necessidades e lucros dos interesses financeiros e estratégicos sediados no Velho Continente. Nenhuma ponte era erguida, nem um poste era instalado, nem estrada-de-ferro era estendida, nem fábrica inaugurada, que não tivesse nelas a presença de capitais europeus. E, em apenas quatro anos de morticínio, os estadistas europeus conseguiram desbarataram quase tudo.
A favor do Império Romano pode-se ainda dizer que a sua dissolução pelo menos foi consequência involuntária da chegada da maré bárbara que, inexorável, transbordou o Danúbio e o Reno, levou tudo de roldão. Mas qual a justificativa dos chefes de estado europeus para lançar sua juventude numa guerra de extermínio?

Previsões sombrias

É certo que Marx e, depois dele, Nietzsche, por motivações ideológicas diversas, previam catástrofes para os anos vindouros. Épocas onde o “proletariado” ou a “besta-loura” agiriam como o dissolvente “bárbaro interno”. E, tal como os dois pensadores, inúmeros outros artistas e poetas espelharam sentimentos incrivelmente destrutivos e ruinosos sobre as possibilidades futuras do Velho Mundo mergulhar no sangue. Ninguém, porém, imaginou que atingissem as dimensões trágicas das batalhas de Verdum (714 mil baixas), de Chemin des Dames, do Somme, de Ypres, de Tannenberg, de Caporetto ou de Galípoli.

Somente nas duas primeiras, o exército francês perdeu mais gente do que Napoleão em vinte anos de campanhas! Quase toda a riqueza acumulada em séculos de exploração do globo esvaiu-se num piscar de olhos. E, com ela vieram abaixo dinastias centenárias (Hohenzoller, Habsburgo, Romanov, e outras menores).
Freud, em Viena, chocado com o entusiasmo que a guerra provocara nos austríacos, forçou-se a rever suas teorias da civilização. Percebeu, estarrecido, que por de trás do mais sisudo e empertigado europeu batia o tantã de um selvagem. A cultura deles pareceu-lhe um falso verniz, bastando arranhá-lo para que a selvageria viesse fosse exposta à vista. Na guerra, Eros o deus do Amor foi  destronado por Thanatos, o da destruição e morte visto ter ‘o coração de ferro e as entranha de bronze’.


O horror nas trincheiras

O pior ainda estava para surgir. Passada a febre inicial da euforia patrioteira, os soldados foram convencidos a continuar lutando no fronte por quatro anos seguidos, enfiados em labirintos de lama, nauseabundos e tifosos, em razão dos generais e dos políticos lhes dizerem que aquela seria a “última das guerras”.

No entanto, mal as noticias da capitulação alemã, assinada em Compiège em 11 de novembro de 1918, se espalharam, um surdo furor vingativo instalou-se no espirito de muitos dos sobreviventes, do lado dos vitoriosos ou dos derrotados.
Entre eles, no estafeta do regimento List, Adolf Hitler que maldizia estar acamado, semicego, no hospital militar de Pasewal recuperando-se de um envenenamento por gás: no futuro, disse ele, “seremos desumanos, se for preciso!”

O enigma continua

A quem, afinal, pode-se responsabilizar pelo suicídio daquela civilização? Lenin e outros socialistas apontaram os imperialistas, os capitalistas, os oligopolistas, ou os militaristas, e até mesmo, como fizeram os antissemitas, os judeus.

George Steiner, o grande crítico, percebeu a grande tragédia resultar de uma sensação denunciada anteriormente por Baudelaire: o tédio! Desde a derrota de Napoleão em 1815, os europeus teriam mergulhado numa perigosa mistura de tédio - a “grosse Langeweile” de Shopenhauer; “l’ennui atroce” de Flaubert; o “spleen” de Baudelaire - com uma paixão nostálgica pela heroicidade, de volúpia pelo desastre e pelas ruínas, que os conduziu à morte na paisagem lunar provocada pelas explosões em Verdum e de tantos outros campos de guerra.


Na verdade, nunca se encontrou uma causa única comum aos que se envolveram na matança, todas as respostas são parciais com marcado compromisso ideológico que pouco satisfaço. A responsabilidade sobre a deflagração da Grande Guerra continuará sendo um dos enigmas a desafiar os séculos vindouros: por que os Europeus, continente mais civilizado do planeta, entraram em guerra em 1914 e não souberam mais pará-la?

domingo, 8 de março de 2015

Proclamador da República é pouco conhecido em sua terra natal


 

Odilon Rios
Na cidade onde nasceu o proclamador da República, o marechal Deodoro da Fonseca, a população pouco conhece ou nunca ouviu falar do primeiro presidente do Brasil, que assumiu o cargo após a derrubada do Império há exatos 120 anos, em 15 de novembro de 1889.
O município de Marechal Deodoro fica a 25 km de Maceió, às margens da Lagoa Mundaú, e tem uma das praias mais visitadas e belas do Brasil, o Francês. No lugar, navios da Segunda Guerra Mundial foram afundados pelas tropas alemãs, piratas franceses tentaram invadir o Brasil pelo mar durante o período colonial e igrejas em restauração guardam mistérios: túmulos de famílias influentes de Alagoas foram descobertos durante as escavações.


A casa onde nasceu e viveu o marechal é um museu. Há três dias, a cidade está em festa em comemoração à Proclamação, mas o pescador Chagas da Silva, 64 anos, desconhece o porquê de tanta gente que vai e vem pelas ruas e praças de Deodoro. "Sei não, é por causa do governador que tá vindo para cá?", pergunta.
"Tem a ver com o Lula? Por que me disseram que ele não vem para cá. Sei não por que tanta festa", disse. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado para a festa. Não foi, mas mandou representantes do governo federal para anunciar obras no município.
O funcionário público João Jacinto da Silva ouviu falar pouco do filho ilustre de Marechal ou da Proclamação da República. "Não sei bem quem ele foi. Sei que vai ter um show do Zezé di Camargo e Luciano no domingo. Por isso tem a festa, não é?", pergunta.
Armando o palco que vai receber as autoridades para o desfile militar deste domingo, Ivanildo Santos da Silva sabe da Proclamação. "Ouvi falar do Marechal Deodoro, mas, o que é mesmo esse período da História brasileira?", questiona. "Sei lá, tem a ver com um representante aqui da cidade", responde a sua propria indagação. E a festa? "Dizem que é porque vão anunciar um monte de coisas no Francês".

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marechal Deodoro, o município, tem 45.141 habitantes. Cerca de 65% da população é pobre; 6.292 habitantes são analfabetos e apenas 99 pessoas recebem acima de 20 salários mínimos. Por causa do alto índice de assassinatos, duas favelas receberam nomes de países em conflito: Iraque e Israel. O "Iraque" de Marechal Deodoro chama-se hoje Conjunto Esperança.
Na última semana, a movimentação nas escolas era considerada acima do normal. Os alunos preparavam-se para o desfile militar, as bandas de fanfarra conferiam as partituras e treinavam as músicas para o dia festivo. "Há 170 anos Marechal Deodoro deixou de ser a capital de Alagoas e, por três dias, depois de um decreto legislativo, o governador transferiu para a cidade do proclamador a chefia do Executivo Estadual em comemoração a este dia", lembra o secretário do Gabinete Civil, Álvaro Machado.
A comemoração dos 120 anos da República começou na sexta-feira e trouxe autoridades a Marechal Deodoro. Etre elas, o governador Teotonio Vilela Filho. Há poucos metros da prefeitura, lotada de políticos, a vida na cidade continuava quase normal. Uma rotina só quebrada pela quantidade de policiais circulando pelas ruas.
O reforço de PMs, a pedido do prefeito Cristiano Matheus (PMDB), existiu por causa de boatos sobre protestos contra sua administração. Foram apreendidos panfletos que chamavam o mandatário municipal de "mentiroso". "Estamos no 11° mês de administração e estamos superando desafios", disse. Em Marechal, prefeitos e vereadores já foram afastados dos cargos, acusados de corrupção e lavagem de dinheiro.

Deodoro da Fonseca

Marechal Deodoro da Fonseca nasceu em 5 de agosto de 1827 em Alagoas. Entrou na política em 1885. Era um dos homens mais próximos ao imperador Dom Pedro II. Em 15 de novembro de 1889, proclamou a República. Iniciou a República das Espadas, porque dois marechais ocuparam a presidência: Deodoro e, logo depois, o também alagoano Floriano Peixoto, isso antes de dar início a República Velha, com presidentes civis.