HISTORY HISTÓRIA Todas as histórias, do Brasil, do Rio Grande do Sul, gaúchas, antiga, medieval, idade moderna, contemporânea, guerras, revoluções, revoltas... http://charqueadashistoria.blogspot.com.br/
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"O fato de que os homens tiram pouco proveito das lições da história é a lição mais importante que a história nos ensina." Aldous Huxley
“A história é a reconstrução sempre problemática e incompleta do que não existe mais...”
“... a função da história seria de ordenar informações sobre o passado ...”
“... o historiador deve sempre lembrar o que a sociedade insiste em esquecer.”
Clio, a musa da história, .... “Clio mira no passado para explicar o presente e projetar o futuro,”
“... torna-se justificável o afã dos historiadores em reconstruir, problematizar e preservar histórias e memórias de personalidades ou de pessoas comuns.”
“Justifica-se a importância de estudar história à medida que desvelamos que fomos, somos e seremos no espaço e no tempo de maneira crítica, ...”
“ Entendê-la é compreender a si e ao mundo, com a consciência do que fomos para transformar o que seremos.”
“Afinal, para que serve a história? Para saber quem fomos, conhecer quem somos e projetar quem seremos.”
Chegava ao porto de Santos, no dia 25 de março de 1950, o equipamento comprado por Assis Chateaubriand. O equipamento comprado dos EUA daria inicio a TV Tupi, inaugurada no dia 18 de setembro de 1950, em São Paulo.
A pré-estreia foi uma apresentação do Frei José Mojica, um padre cantor Mexicano. Ainda é feita uma transmissão, em caráter experimental, exibindo um filme do ex-presidente Getúlio Vargas, relatando seu retorno à vida política brasileira.
Inaugurada a TV Tupi canal 3, improvisava programas ao vivo com Shows de Hebe Camargo e Chico Anísio. Como não existiam televisores no Brasil, Assis Chateaubriand espalhou 200 aparelhos em lugares “estratégicos” d e São Paulo.
Assis Chateaubriand era um paraibano dono dos Diários Associados, reunindo centenas de jornais, revistas, estações de rádio e de televisão (TV TUPI). Usava o jornal para chantagear autoridades, pegava dinheiro emprestado com o governo e nunca pagava.
A primeira novela foi "Sua Vida Me Pertence", da PRF-3 TV Tupy-Difusora, canal 3 de São Paulo, em dezembro daquele ano. Protagonizando a história estavam Vida Alves e Walter Foster, com a participação de Lia Borges de Aguiar também. E foi também nesta novela que a televisão brasileira concebeu seu primeiro beijo na boca. Walter Foster e Vida Alves foram os protagonistas desta cena, que para muitos telespectadores foi tido como um escândalo, surgindo muitos boatos e cartas enviadas à TV Tupi criticando a atitude dos dois atores
As linguagens da TV e do vídeo respondem à sensibilidade dos jovens e da grande maioria da população adulta. São dinâmicas, dirigem-se antes à afetividade do que à razão. As crianças e os jovens lêem o que pode visualizar, precisam ver para compreender. Toda a sua fala é mais sensorial-visual do que racional e abstrata. Leem nas diversas telas que utilizam: da TV, do DVD, do celular, do computador, dos games. Os vídeos facilitam a motivação, o interesse por assuntos novos. Os vídeos são dinâmicos, contam histórias, mostram e impactam. Facilitam o caminho para níveis de compreensão mais complexos, mais abstratos, com menos apoio sensorial como os textos filosóficos, os textos reflexivos. Os vídeos também são um grande instrumento de comunicação e de produção. Os alunos podem criar facilmente vídeos a partir do celular, do computador, das câmaras digitais e divulgá-los imediatamente em blogs, páginas web, portais de vídeos como o YouTube. A produção em vídeo tem uma dimensão moderna, lúdica. Moderna, como um meio contemporâneo, novo e que integra linguagens. Lúdica, pela miniaturização das câmaras, que permite brincar com a realidade, levá-las junto para qualquer lugar. Filmar é uma das experiências mais envolventes tanto para as crianças como para os adultos. Os alunos podem ser incentivados a produzir dentro de uma determinada matéria, ou dentro de um trabalho interdisciplinar.
Objetivos:
1-Para motivar, sensibilizar os alunos para pesquisa e aprendizagem.
2-Facilitará o desejo de pesquisa nos alunos para aprofundar o assunto.
3-Ajudar a tornar mais próximo um assunto difícil.
4-E também produzir vídeos e textos informativos do que acontece na Escola ou comunidade.
5-Documentar, registrar eventos, aulas, experiências, entrevistas e depoimentos.
6-Provocar discussões, debates e estimular a participação.
7-Estimular e desenvolver mais a criatividade e sua comunicação audiovisual.
8-Estimular a interação com outros colegas e outras escolas.
Metodologia
Os computadores e celulares deixaram de ser apenas ferramentas de recepção. Hoje, são também de produção. Uma criança pode tirar fotos ou fazer vídeos com um celular, máquina digital ou filmadora e publicá-los na internet. Professores e alunos podem ter acesso a inúmeros vídeos prontos e assisti-los no momento ou salvá-los para exibição posterior. Ao mesmo tempo, todos podem editar, produzir e divulgar novos conteúdos a partir do computador, do celular, digitais e filmadoras. Entramos numa nova era da mobilidade e da integração das tecnologias, como nunca antes foi possível.
Um dos esquemas básicos de organização da produção de um vídeo um pouco mais complexo, costuma ter os seguintes passos: Ideia: a ideia ou o tema principal que move a produção de um vídeo; Elaboração do roteiro: momento em que a ideia toma forma propriamente dita. Nesta etapa definem-se os personagens, os estilos de filmagem, e o que se pretende, de fato, passar para o público com a obra;
Plano de filmagem: nesta parte acontece a elaboração de uma planilha, onde são especificados todos os locais de filmagem, bem como suas datas, horários, diálogos, personagens, figurino, cenário, tempo de cada cena, etc.
Captura das imagens: filmagem propriamente dita; Decupagem das imagens: nesta etapa, os alunos assistem ao material gravado, selecionando o que é útil para a finalização da obra; Pré-edição: as imagens são transferidas para o computador e ordenadas em pastas e sub-pastas; Edição: montagem das imagens no computador, aplicação de efeitos, inserção de trilha sonora, de legendas ou frases de texto etc; Finalização: gravação em mídia DVD, disponibilização em um portal da escola ou em um portal de vídeos.
Para começar não é necessário um equipamento sofisticado. Há programas de edição de imagens, alguns mais simples e baratos e outros mais sofisticados e caros. O mais simples vem com o Windows XP ,Vista ou 7: é o movie maker. Permite alterar o filme da forma que cada um quiser, com um clique na opção linha do tempo. Hoje, algumas câmaras digitais já permitem fazer edição de fotos ou vídeos nelas mesmas.
Tendo ideias e motivação facilmente se encontram as soluções técnicas mais adequadas para cada situação. O professor pode pedir aos alunos que encontrem as melhores soluções técnicas de edição.
Avaliação
Os critérios que utilizei para avaliar estes vídeos foram se estavam dentro do tema proposto considerando a veracidades das informações das fotos, imagens e documentos. É observada a criatividade, boa apresentação do vídeo, consideramos também se a linguagem esta apropriada bem como figurinos. Também é significativo que cumpram com os prazos estabelecidos principalmente de publicação final.
Atuei como mediador em todos os passos do trabalho, sendo cem por cento assíduo e providenciando material para as pesquisas e orientando na construção dos vídeos e publicação. Avalio termos alcançado os objetivos visto que ao final do trabalho conseguimos publicar excelentes vídeos nos blogs demonstrando através desde um pedaço importante da história onde meus alunos são autores. Endereço eletrônicos construídos:
http://assischateaubriandcharqueadas.blogspot.com/ - onde está linkado os blogs dos alunos e vídeos.
Bibliografia:
ANTUNES, Celso. O Que Mais Perguntam Sobre... Cibercultura e Ciberespaço, A Sala de Aula e os Computadores. Florianópolis: CEITEC, 2003.
LÉVY, Pierre. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo: Loyola, 1998.
WEISS, Alba M.L. & CRUZ, Mara L. R. M. A Informática e os Problemas Escolares de Aprendizagem. 2.ed. Rio de Janeiro: DP&A, 1999.
GUERREIRO, Miguel Escobar. Paulo Freire Y la educación libertadora. Cidade do México, 1985. Disponível em: <http://www.paulofreire.org/glossario_pf.htm> Acesso em 28 abr. 2006.
- Chegada dos portugueses ao Brasil em 22 de abril de 1500.
- Portugueses começam a extrair o pau-Brasil da região litorânea, usando mão-de-obra indígena. A madeira era comercializada na Europa.
- Os portugueses construíram feitorias no litoral para servirem de armazéns de madeira.
- Nesta fase os portugueses não se fixaram, vinham apenas para explorar a pau-Brasil e retornavam.
- Época marcada por ataques estrangeiros (ingleses, franceses e holandeses) à costa brasileira.
Ciclo do açúcar (1530 até século XVII)
- Em 1530 chega ao Brasil a expedição de Martim Afonso de Souza com objetivo de dar início a colonização do Brasil e iniciar o cultivo da cana-de-açúcar.
- A região Nordeste é escolhida para o cultivo da cana-de-açúcar em função do solo e clima favoráveis.
- Em 1534 a Coroa portuguesa cria o sistema de Capitanias Hereditárias para dividir o território brasileiro, facilitando a administração. O sistema fracassou e foi extinto em 1759.
- Em 1549 foi criado pela coroa portuguesa o Governo-Geral, que era uma representação do rei português no Brasil, com a função de administrar a colônia.
- A capital do Brasil é estabelecida em Salvador. A região nordeste torna-se a mais próspera do Brasil em função da economia impulsionada pela produção e comércio do açúcar.
- Nos engenhos de açúcar do Nordeste é usada a mão-de-obra escrava de origem africana.
- Invasão holandesa no Brasil entre os anos de 1630 e 1654, com a administração de Maurício de Nassau.
- Nos séculos XVI e XVII, os bandeirantes começam a explorar o interior do Brasil em busca de índios, escravos fugitivos e metais preciosos. Com isso, ampliam as fronteiras do Brasil além do Tratado de Tordesilhas.
Ciclo do ouro (século XVIII)
- Em meados do século XVIII começam a serem descobertas as primeiras minas de ouro na região de Minas Gerais.
- O centro econômico desloca-se para a região Sudeste.
- A mão-de-obra nas minas, assim como nos engenhos, continua sendo a escrava de origem africana.
- A Coroa Portuguesa cria uma série de impostos e taxas para lucrar com a exploração do ouro no Brasil. Entre os principais impostos estava o quinto.
- Grande crescimento das cidades na região das minas, com grande urbanização, geração de empregos e desenvolvimento econômico.
- A capital é transferida para a cidade do Rio de Janeiro.
- No campo artístico destaque para o Barroco Mineiro e seu principal representante: Aleijadinho.
domingo, 20 de novembro de 2011
Disputa pela hegemonia mundial entre Estados Unidos e União Soviética (ver Federação Russa) após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). É chamada de Guerra Fria por ser uma intensa guerra econômica, diplomática e ideológica travada pela conquista de zonas de influência.
A disputa divide o mundo em blocos de influência das duas superpotências e provoca uma corrida armamentista que se estende por 40 anos. Com sistemas econômicos e políticos diferentes, EUA e URSS colocam o mundo sob a ameaça de uma guerra nuclear, criando armas com potência suficiente para explodir o planeta inteiro. Os EUA assumem a liderança do chamado mundo capitalista livre, e a URSS, do mundo comunista.
Um conflito desta magnitude não começa sem importantes causas ou motivos. Podemos dizer que vários fatores influenciaram o início deste conflito que se iniciou na Europa e, rapidamente, espalhou-se pela África e Ásia.
Um dos mais importantes motivos foi o surgimento, na década de 1930, na Europa, de governos totalitários com fortes objetivos militaristas e expansionistas. Na Alemanha surgiu o nazismo, liderado por Hitler e que pretendia expandir o território Alemão, desrespeitando o Tratado de Versalhes, inclusive reconquistando territórios perdidos na Primeira Guerra. Na Itália estava crescendo o Partido Fascista, liderado por Benito Mussolini, que se tornou o Duce da Itália, com poderes sem limites.
Tanto a Itália quanto a Alemanha passavam por uma grave crise econômica no início da década de 1930, com milhões de cidadãos sem emprego. Uma das soluções tomadas pelos governos fascistas destes países foi a industrialização, principalmente na criação de indústrias de armamentos e equipamentos bélicos (aviões de guerra, navios, tanques etc).
Na Ásia, o Japão também possuía fortes desejos de expandir seus domínios para territórios vizinhos e ilhas da região. Estes três países, com objetivos expansionistas, uniram-se e formaram o Eixo. Um acordo com fortes características militares e com planos de conquistas elaborados em comum acordo.
O Início
O marco inicial ocorreu no ano de 1939, quando o exército alemão invadiu a Polônia. De imediato, a França e a Inglaterra declararam guerra à Alemanha. De acordo com a política de alianças militares existentes na época, formaram-se dois grupos : Aliados (liderados por Inglaterra, URSS, França e Estados Unidos) e Eixo (Alemanha, Itália e Japão ).
Desenvolvimento e Fatos Históricos Importantes:
- O período de 1939 a 1941 foi marcado por vitórias do Eixo, lideradas pelas forças armadas da Alemanha, que conquistou o Norte da França, Iugoslávia, Polônia, Ucrânia, Noruega e territórios no norte daÁfrica. O Japão anexou a Manchúria, enquanto a Itália conquistava a Albânia e territórios da Líbia.
- Em 1941 o Japão ataca a base militar norte-americana de Pearl Harbor no Oceano Pacífico (Havaí). Após este fato, considerado uma traição pelos norte-americanos, os estados Unidos entraram no conflito ao lado das forças aliadas.
- De 1941 a 1945 ocorreram as derrotas do Eixo, iniciadas com as perdas sofridas pelos alemães no rigoroso inverno russo. Neste período, ocorre uma regressão das forças do Eixo que sofrem derrotas seguidas. Com a entrada dos EUA, os aliados ganharam força nas frentes de batalhas.
- O Brasil participa diretamente, enviando para a Itália (região de Monte Cassino) os pracinhas da FEB, Força Expedicionária Brasileira. Os cerca de 25 mil soldados brasileiros conquistam a região, somando uma importante vitória ao lado dos Aliados.
Final e Consequências
Este importante e triste conflito terminou somente no ano de 1945 com a rendição da Alemanha e Itália. O Japão, último país a assinar o tratado de rendição, ainda sofreu um forte ataque dos Estados Unidos, que despejou bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagazaki. Uma ação desnecessária que provocou a morte de milhares de cidadãos japoneses inocentes, deixando um rastro de destruição nestas cidades.
Os prejuízos foram enormes, principalmente para os países derrotados. Foram milhões de mortos e feridos, cidades destruídas, indústrias e zonas rurais arrasadas e dívidas incalculáveis. O racismo esteve presente e deixou uma ferida grave, principalmente na Alemanha, onde os nazistas mandaram para campos de concentração e mataram aproximadamente seis milhões de judeus.
Com o final do conflito, em 1945, foi criada a ONU ( Organização das Nações Unidas ), cujo objetivo principal seria a manutenção da paz entre as nações. Inicia-se também um período conhecido comoGuerra Fria, colocando agora, em lados opostos, Estados Unidos e União Soviética. Uma disputa geopolítica entre o capitalismo norte-americano e o socialismo soviético, onde ambos países buscavam ampliar suas áreas de influência sem entrar em conflitos armados.
Introdução: - saldo (para a Europa) da Primeira Guerra Mundial: prejuízos, destruição, desemprego, crise - saldo para os EUA: crescimento econômico, “American Way of Life” - O Crack da Bolsa de Valores de New York (1929): crise de 1929 afeta o mundo - Plano New Deal (Roosevelt) – fim da crise: investimento em obras públicas, empregos, controle da produção
Fascismo na Itália-Itália: não recebeu territórios após a Primeira Guerra Mundial -crise: camponeses e operários -Mussolini (Duce): prendeu e matou opositores, censura a imprensa e tirou a Itália da crise.
Nazismo na Alemanha-crise moral e econômica no pós Primeira Guerra Mundial -1934: Hitler chega ao poder com a idéia de construir um império - propaganda nazista, controle da população, perseguição aos judeus, ciganos, opositores
CONCEITO GERAL: Movimento social ocorrido na Rússia em 1917 que levou ao poder pela 1ª vez na história a classe operaria implantando o socialismo de Karl Mark.
Características Gerais:
Causas: Empobrecimento do povo russo notadamente no campo Fome, gravíssimas injustiças sociais Abraso tecnológico e militar Entrada da Rússia na 1ª guerra mundial e as sucessivas derrotas O fraco poder da Duma A criação do soviets A Revolução de fevereiro de 1917 se mostrou ineficaz A divisão do movimento operário russo em mecheviques e bolcheviques
Principais acontecimentos e características: Lênin defende em abril todo poder aos soviets e paz, terra e pão Trotsky organiza o exercito vermelho Os bolcheviques tomam o poder a 25 de outubro O comunismo de guerra bolcheviques X brancos A saída da Rússia da 1ª Guerra Mundial (Brest-Litovsk) A NEP doses de capitalismo no socialismo A morte de Lênin e o confronto Stalin X Trotsky Criação dos planos qüinqüenais Stalin o consolidador da URSS e “traidor” da causa socialista Guerra fria Decadencia Glasnort e a Perestroika Fim da URSS
Conseqüências:
Fortalecimento dos movimentos operários em todo mundo inclusive no Brasil Criação de partidos comunistas em todo mundo inclusive no Brasil (1922) Implantação do socialismo na China e em outros paises do mundo Criação por parte da burguesia da idéia do perigo vermelho em todo mundo Tentativa em varias partes do mundo da implantação de governos socialistas
Confrontam-se dois grupos de países organizados em pactos antagônicos: a Tríplice Aliança, liderada pela Alemanha, e a Tríplice Entente, que vence a guerra, encabeçada pela França. A Europa perde sua posição na liderança planetária para os Estados Unidos (EUA), que assumem o comando das negociações mundiais e passam a ser o centro de poder do capitalismo. A reorganização do cenário político no continente europeu e as condições impostas pelo Tratado de Versalhes ao perdedor, a Alemanha, levam à II Guerra Mundial. O mundo do pós-guerra assiste também à implantação do primeiro Estado socialista, a União Sovética (URSS).
Antecedentes – O choque de interesses imperialistas das nações européias, aliado ao espírito nacionalista emergente, é o principal motivo do conflito. No começo do século XX, a Alemanha se torna o país mais poderoso da Europa Continental após a Guerra Franco-Prussiana (1870) e a arrancada industrial propiciada pela unificação do país em 1871. A nova potência ameaça os interesses econômicos do Reino Unido e os político-militares da Rússia e da França. As diferenças entre França e Alemanha são acirradas pela disputa do Marrocos. Em 1906, ele é cedido à França por um acordo.
A anexação da Bósnia-Herzegóvina pelos austríacos em 1908 causa a explosão do nacionalismo sérvio, apoiado pela Rússia. Outros enfrentamentos, dessa vez entre Sérvia e Áustria após as Guerras Balcânicas, aumentam a tensão pré-bélica. Esses conflitos de interesse levam à criação de dois sistemas rivais de alianças. Em 1879, a Alemanha firma com o Império Austro-Húngaro um acordo contra a Rússia. Três anos depois, a Itália, rival da França no Mediterrâneo, alia-se aos dois países, constituindo a Tríplice Aliança. A Tríplice Entente tem origem na Entente Cordiale, formada em 1904 pelo Reino Unido e pela França para se opor ao expansionismo germânico. Em 1907 conquista a adesão da Rússia.
O mundo em guerra – Em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando, sucessor do Império Austro-Húngaro, e sua esposa são assassinados durante visita a Sarajevo, na Bósnia-Herzegóvina, pelo estudante anarquista sérvio Gravilo Princip. Confirmada a cumplicidade de políticos da Sérvia no atentado, o governo austríaco envia em julho um ultimato ao governo sérvio. Exige, entre outras medidas, a demissão de ministros suspeitos de envolvimento com os terroristas. Como a Sérvia reluta em atender às exigências, o país é invadido pelos austríacos em 1º de agosto.
O complexo sistema de alianças que impera no continente conduz outros países europeus ao conflito. A Rússia declara guerra à Áustria, e a Alemanha se junta às nações contra a Rússia. A França, ligada aos russos, mobiliza tropas contra os alemães. No dia 3 de agosto de 1914, o mundo está em guerra. Outras nações tomam parte dela em seguida: o Reino Unido alia-se à França; a Turquia, do lado dos alemães, ataca os portos russos no mar Negro; e o Japão, interessado nos domínios germânicos no Extremo Oriente, engrossa o bloco contra a Alemanha.
Ao lado da Entente entram outras 24 nações, estabelecendo uma ampla coalizão, conhecida como os países Aliados. Já a Alemanha recebe a adesão do Império Turco-Otomano, rival da Rússia e da Bulgária, movida pelos interesses nos Bálcãs. A Itália, embora pertencente à Tríplice Aliança, fica neutra no início, mas troca de lado em 1915, sob promessa de receber parte dos territórios turco e austríaco. Na frente ocidental, a guerra entre França e Alemanha não tem vitoriosos até 1918. Na frente oriental, os alemães abatem o Exército da Rússia.
Já fragilizado pela derrota na Guerra Russo-Japonesa, o povo russo atinge o ponto máximo de insatisfação com o conflito, o que gera condições favoráveis para a Revolução Russa. Com a derrota militar russa consumada e o risco de a Alemanha avançar pela frente oriental e atacar a França, os EUA entram na guerra e decidem o confronto. O objetivo do país na luta é preservar o equilíbrio de poder na Europa e evitar uma possível hegemonia alemã.
A paz – Em julho de 1918, forças inglesas, francesas e norte-americanas lançam um ataque definitivo. A guerra está praticamente vencida. Turquia, Áustria e Bulgária rendem-se. Os bolcheviques, que com a queda do czar russo assumem o poder após dois governos provisórios, já haviam assinado a paz em separado com a Alemanha, em março, pelo Tratado de Brest-Litovsk. A fome e a saúde precária da população alemã levam o país à beira de uma revolução social. Com a renúncia do kaiser, exigida pelos EUA, um conselho provisório socialista negocia a rendição. Em 28 de junho de 1919 é assinado o Tratado de Versalhes, que põe fim à guerra.
EXERCÍCIOS 1) (FUVEST) - Entre os fatores citados abaixo, assinale aquele que NÃO concorreu para a difusão da civilização bizantina na Europa ocidental:
a) Fuga dos sábios bizantinos para o Ocidente, após a queda de Constantinopla
b) Expansão da Reforma Protestante, que marcou a quebra da unidade da Igreja Católica
c) Divulgação e estudo da legislação de Justiniano conhecida como Corpus Juris Civilis
d) Intercâmbio cultural ligado ao movimento das Cruzadas
e) Contatos comerciais das repúblicas marítimas italianas com os portos bizantinos nos mares Egeu e Negro. 2) (PUC) -Em relação ao Império Bizantino, é certo afrimar que:
a) o governo era ao mesmo tempo teocrático e liberal
b) o Estado não tinha influência na vida econômica
c) o comércio era sobretudo marítimo
d) o Império Bizantino nunca conheceu crises sociais
e) o imperialismo bizantino restringiu-se à Ásia Menor. 3) (OSEC) - A Hégira assinala:
a) um marco histórico para o início do calendário judaico;
b) a reunificação do Império Romano sob Justiniano;
c) a tomada de Constantinopla pelos turcos;
d) a fuga de Maomé de Meca para Medina;
e) o domínio dos navegantes escandinavos sobre os mares Báltico e do Norte.
4) (MACK) A seqüência das conquistas muçulmanas foi a seguinte:
a) Oriente Médio e Extremo Oriente;
b) Extremo Oriente e Oriente Médio;
c) Mediterrâneo Ocidental e Oriente Médio;
d) Oriente Médio e Mediterrâneo Oriental;
e) Oriente Médio e Mediterrâneo Ocidental. 5) (UFGO) -Qual das razões abaixo NÃO se coloca para explicar a expansão do Islão?
a) centralização política;
b) explosão demográfica;
c) promessas do Paraíso;
d) razzias e botim;
e) todas se colocam. 6) (UNIP) -A importância da Batalha de Poitiers, em 732, no contexto da história da Europa, justifica-se em função de que:
a) os cristãos foram derrotados pelos árabes, consolidandose o feudalismo europeu
b) a derrota árabe frente ao Reino Franco impediu a islamização do Ocidente
c) a partir daí teve início a Guerra de Reconquista na Península Ibérica
d) esse evento assinalou o limite da expansão cristã no Mediterrâneo. 7) (PUC) O declínio da Dinastia dos Merovíngios no Reino Franco permitiu o aparecimento de um novo chefe político de fato, a saber:
a) o condestável
b) o tesoureiro
c) o major domus
d) o missi dominici
e) o marquês. 8) (OSEC) A penetração dos bárbaros no Império Romano:
a) foi realizada sempre através de invasões armadas
b) realizou-se a partir do século VI, quando o Império entrou em decadência;
c) verificou-se inicialmente sob a forma de migração pacíficas e, posteriormente, através de invasões armadas;
d) foi realizada sempre de maneira pacífica;
e) verificou-se principalmente nos séculos II e III.
2000 AC: pastores e agricultores ocuparam a Península do Peloponeso
Pelasgos = 1º habitantes
Invasores = aqueus, eólios, jônios e dórios
Geografia: Terreno Montanhoso
- dificultou o contato entre as cidades
- formação de cidades-estados (pólis)
- muitas ilhas: favoreceu o comércio marítimo e portos
Civilização Cretense
Ilha de Creta, mar egeu = comércio marítimo – reis= Minos – cidade de Cnossos
Mulher= direitos iguais – deusa Grande Mãe.
Aqueus destruíram Cnossos e fundaram Micenas.
Origem: Teseu libertou a Grécia do Minotauro.
Período Homérico
Ilíada, narrativa da Guerra de Tróia
Poeta Homero
Odisséia, narrativa das aventuras de Ulisses
- Primeira Diáspora Grega, (dispersão) invasão dos dórios.
- Genos – líder pater, interesse coletivo.
- desagregação das comunidades gentílicas.
-Segunda Diáspora – fixaram-se na Magna Grécia ( sul Itália e à Sicília).
Demos=povo Pólis= cidades-estados
Esparta: a cidade guerreira – ao sul do Peloponeso - formação de soldados para a guerra
- educação militar
- soldados: falar pouco
- mulher: deveria ser uma “boa reprodutora”
Sociedade de Esparta:
a-Espartanos= descendentes dos dórios (elite)
b-Hilotas= escravos
c-Periecos= pequenos comerciantes.
Órgãos do governo:
a-Ápela= estartanos + 30 anos.
b-Gerúsia= 28 anciões
c-Eforato= 5 eleitos com poder de decisão
d-Diarquia= 2 reis hereditários, assuntos religiosos e comando do exército.
Licurgo elaborou as leis de Esparta.
Oligarquia= governo de poucos.
Atenas: região da Ática – mar egeu- fundada pelos jônios
Sociedade ateniense:
Eupátridas: grandes proprietários de terras (elite)
Paralianos: comerciantes do litoral
Camponeses: chamados de diacrianos
Metecos: escravos e estrangeiros.
Revoltas contra o regime oligárquico, surgem os legisladores:
a)Drácon; severidade das leis – draconiano
b)Sólon; fim da escravidão por dívidas – república censitária renda do indivíduo.
Tirania; tiranos Pisístrato, Hípias e Hiparco
Clístenes: instaurou a democracia – lei do ostracismo
Três órgãos políticos:
a)Bulé, 500 membros, elaborar leis
b)Eclésia; assembleia política, aprovar leis, todos os cidadãos
c)Estrategos; execução das leis
d)Heliae; tribunal de justiça
- cidadãos: homens, nascidos na cidade, adultos e livres
- Escravidão: dívidas e guerras
Péricles; a democracia foi aprimorada, ampliada + pobres
Guerras Médicas (contra os Persas) e a Hegemonia de Atenas
Confederação de Delos = reunia os exércitos de todas as cidades gregas sob a chefia de Atenas.
As Guerra do Peloponeso –
Liga do Peloponeso= reunia os exércitos das cidades gregas sob a chefia de Esparta – Hegemonia de Esparta
371 a. C., Tebas vence Esparta
338 a. C., a Macedônia submeteu as cidades gregas. Fim.
- Atenas: desenvolvimento artístico, filosófico e cultural
Helenismo; Caracteriza-se pela difusão da civilização grega numa vasta área que se estendia do Mediterrâneo oriental à Ásia Central. De modo geral, o helenismo foi a concretização de um ideal de Alexandre: o de levar e difundir a cultura grega aos territórios que conquistava
Religião Grega - Politeísta : Zeus (deus dos deuses) / Poseidon (deus dos mares) / Hades (deus dos mortos) / Ares (deus da guerra) Afrodite ( deusa do amor)
- deuses: aparência e comportamento de humanos
Mitologia Grega - explicações e transmissão de mensagens
Arte Grega :
- imitação da realidade (esculturas e teatro grego )
A origem das Olimpíadas na Grécia
- homenagem a Zeus
- esportes ao ar livre
Primeira parte.
Segunda parte.
Grecia questões:
01. Esparta apresentou um desenvolvimento histórico distinto da maioria das cidades-gregas, pois:
a) Formou-se a partir de um governo conservador e assumiu um sistema político democrático, com aparticipação de todos os cidadãos.
b) Organizou-se na forma de governo oligárquico, cujo objetivo principal era preservar os interesses da aristocracia.
c) Transitou de um governo monárquico para o regime de tirania, o que proporcionou uma política de equilíbrio entre as camadas sociais.
d) Assumiu a forma republicana de governo, sem possibilidade de ascensão dos grupos sociais.
e) Caracterizou-se por um governo autocrático, no qual o grupo dirigente reunia poderes temporais e espirituais.
02. Comparando-se a educação ateniense com a espartana, conclui-se que:
a) Os atenienses valorizavam a formação intelectual e física do homem, enquanto os espartanos,o militarismo.
b) As relações democráticas em Atenas possibilitavam que muitas mulheres se destacassem na sociedade.
c) Em Atenas desenvolveu-se o laconismo e em Esparta a xenofobia.
d) Os espartanos valorizavam o militarismo e o desenvolvimento da cidadania.
e) O desenvolvimento intelectual ateniense permitiu a instituição da democracia e o fim da escravidão.
03. (MACKENZIE) As diferenças políticas e econômicas entre espartanos e atenienses culminaram no conflito armado denominado:
a) Guerras Médicas
b) Guerras Púnicas
c) Guerra do Peloponeso
d) invasão macedônica
e) Guerras Gaulesas
04. (UEMT) O enfraquecimento das cidades gregas, após a Guerra do Peloponeso (431 - 404 a. C.), possibilitou a conquista da Grécia pelos:
a) bizantinos
b) hititas
c) assírios
d) persas
e) macedônios
5. (S. J. DO RIO PRETO) Os gregos possuíam divindades menores que inspiravam suas criações artísticas e científicas: assim Clio era a musa inspiradora da:
a) Música
b) História
c) Poesia Épica
d) Astronomia
e) Comédia