domingo, 29 de março de 2015

A Grande Pirâmide de Quéops #história #charqueadas

 #história   #charqueadas 
Das mais de oitenta pirâmides já encontradas pelos arqueólogos no Egito, uma se destaca pela grandiosidade e impressionismo de suas dimensões, a grande pirâmide do faraó Quéops (Figura 1), soberano da IV dinastia. A imponente construção emerge das areias na planície de Gizé, margem ocidental do rio Nilo, a 8 km do Cairo, capital do Egito. Única das sete maravilhas do mundo antigo ainda em pé, durante 4000 anos foi a construção mais alta do mundo com espantosos 147 metros de altura. Próximo a pirâmide de Quéops, estão as pirâmides de seu filho, Quéfren, que o sucedeu no trono, o qual foi sucedido por Miquerinos, formando um complexo piramidal que até hoje fascina as pessoas no mundo todo. Este artigo tem como foco os aspectos que envolveram o projeto de construção da grande pirâmide de Quéops. A intenção é promover uma analogia entre as técnicas de construção utilizadas pelos egípcios a 4500 anos atrás e as modernas práticas da gerência de projetos conforme demonstrado no guia Project Management Body of Knowledge (PMBOK), produzido pelo Project Management Institute (PMI). Este comparativo se dará através de algumas das áreas do universo do conhecimento da gerência de projetos: gerenciamento do escopo, gerenciamento do tempo, gerenciamento dos custos, gerenciamento da qualidade, gerenciamento dos recursos humanos e gerenciamento do risco. Muitas controvérsias existem em relação a forma que as pirâmides foram projetadas e construídas. Isto se explica devido a grandiosidade da obra (milhões de blocos de granito, alguns com dezenas de toneladas) aliada as raras escritas relatando os processos e tecnologias utilizadas no projeto. Este artigo desvia-se dessas especulações, centrando-se na hipótese clássica descrita pelo historiador grego Heródoto[1], e no descobrimento de muitos detalhes construtivos através de estudos arqueológicos detalhados dos monumentos. Várias questões, entretanto, continuam sem solução.
Entre a III dinastia e a XII dinastias, durante um milênio (2630 e 1640 a.c), os egípcios construíram suas famosas pirâmides. Na III dinastia reinou o faraó Djoser, que encarregou o sábio Imhotep de construir seu túmulo, a primeira grande construção em pedra do Egito, a chamada pirâmide de degraus de Sacará 2. Foram os gregos, entretanto, que chamaram tais monumentos de pyramis (plural pyramides), o que resultou na palavra pirâmide em português. Ao que tudo indica a palavra grega não deriva de nenhum vocábulo egípcio, mas trata-se apenas do nome que os gregos davam a uma espécie de doce feito com farinha de trigo. Acreditam os estudiosos que os antigos gregos associaram humoristicamente as pirâmides a essa guloseima, provavelmente porque quando vistos à distância os monumentos lhes pareciam enormes bolos.

Porque as Pirâmides Foram Construídas?



Os egípcios pregavam a imortalidade da alma e do corpo. O túmulo para um egípcio era o seu castelo da eternidade, e deveriam ser ricamente ornamentadas com tesouros, roupas, artefatos de cerâmica, objetos pessoais e até mesmo alimentos. As pirâmides egípcias destinavam-se aparentemente a servir de sepultura, além de serem o centro de um complicado e pomposo cerimonial religioso. Assim o atesta o conjunto de templos, monumentos e pirâmides auxiliares a elas vinculadas. A finalidade segundo a crença comum e alguns historiadores, era servir de tumba para preservar os despojos dos faraós, demonstrando, na sua grandeza, a própria grandeza dos mesmos. Tais crenças levaram os antigos egípcios a dedicarem atenção especial à edificação[2] de seus túmulos. Eles acreditavam que a sobrevivência após a morte dependia da preservação do corpo físico, por isso outro fato que marca a história do Egito é a mumificação dos corpos. 


Os corpos eram mumificados e o luto durava 70 dias, tempo que o corpo passa longe dos seus familiares, nas mãos dos embalsamares. Os egípcios acreditavam que os homens e os animais são compostos por sete elementos: alma, espírito, sombra, nome, coração (centro do pensamento), espírito luminoso e o corpo. Segundo a crença egípcia, a mumificação evita que esses elementos se dispersem quando a pessoa morre.

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